quinta-feira, 1 de julho de 2010

Chuvamor

Encontrei-o na alegria frente-a-frente
Nos sorrisos jogados de surpresa
Na felicidade de momentos estendidos
Encontro de corpos

Na noite chuvosa, nas poças d'água
Nos giros de braços abertos
Sentir as lágrimas caírem do céu
Evaporar

É o desejo do maior dos sonhos
Açúcar saudade creme

Abraço apertado de solidões
Que se completam

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

No reiveión a Thaís me contou que não me desejou essas coisas que todo mundo diz, porque sabe que o que eu quero é amor.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

don't you, boy?

Fiquei tão atrapalhado com outras coisas, que as luzes de natal piscaram e nem percebi. Acabei encontrando os mesmos sorrisos e abraços embrulhados e enfileiradinhos embaixo da árvore. Fico meio bobo com os priminhos nascendo e crescendo e conversando. Mas os tios chatos ainda são chatos, com as mesmas piadinhas infames. Pra que time você torce mesmo? Não, na verdade nem ligo pra futebol. Acho que morar sozinho não tá te fazendo bem, você está muito magro. Obrigado.
Nessas férias vou tirar minhas tintas e lápis de todas as cores do armário, me colorir e deixar as paredes mais bonitas. Desempilhar meus livros, ouvir as músicas que quero, comer comida de verdade. Mas vou me deixar não querer mexer nas fotos. Hoje não: vou tirar mais fotos e só talvez queira vê-las um dia.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

come undone

Do meu quarto os ventos parecem mais frios e a chuva um pouco mais inquieta. Excesso de cafeína ou/e nicotina, ou nem isso. Falta de você, que parece querer aumentar ainda mais as distâncias. Mas de repente sorri, dança: joga as migalhas, me arrebata. Dois mil metros ansiosos na ida, dois mil metros perfeitos na volta. E nem ligue não, posso esquecer meus óculos, já esqueci de mim. Te ver é pensar em nada, me abraça.
E tá tudo bem, claro que tá. Não poderia estar de outro jeito. A gente conversa sobre mil coisas, são tantos eutambémacho e agentedátãocerto, que esses soluços agora só podem ser sono, ou excesso de cafeína ou/e nicotina, ou nem isso.
A luz do abajur me mostra coisas que não quero ver, não quero lembrar; não quero acordar, não quero. Te ver é pensar em nada, completo em mim.
Os postais serão bem vindos, já que essas banalidades tão sinceras parecem ter os dias contados. Talvez seja melhor, claro que não. Dia de merda.
O café amargo e forte não combina com a volúpia doce de pouco tempo atrás, que talvez demore a voltar.